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Custos e pagamento

Custos para arrematar imóvel em leilão: o que somar além do lance

Veja os custos para arrematar imóvel em leilão: lance, comissão, ITBI, registro, débitos, desocupação, reforma e assessoria, com um exemplo numérico simples.

4 min de leituraAtualizado em 03/10/2026

Os custos para arrematar um imóvel vão muito além do lance. Você precisa somar a comissão do leiloeiro, o ITBI, as despesas de registro e certidões, os débitos que ficarem com o comprador, a desocupação, a reforma e, se contratar, os honorários de assessoria. Só com essa soma dá para saber se o desconto do leilão é real.

Muita gente compara o lance com o preço de mercado e conclui que fez um ótimo negócio. A comparação certa é entre o custo total e o valor de mercado.

Custos obrigatórios da arrematação

O lance

É o valor que você oferece no leilão. Pode ser pago à vista ou, em alguns casos, parcelado. No judicial, o CPC (art. 895) permite proposta com pelo menos 25% à vista e o restante em até 30 parcelas, garantida por hipoteca do próprio imóvel. No extrajudicial, as condições são as do edital do banco.

Comissão do leiloeiro

É a remuneração do leiloeiro, paga pelo arrematante sobre o valor do lance. Na prática, o percentual mais comum é de 5%. No judicial, é fixada pelo juiz. Veja os detalhes em comissão do leiloeiro.

ITBI

O Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis é municipal e precisa ser pago para registrar o imóvel em seu nome. A alíquota varia por cidade. Em Salvador, é de 3%. A base de cálculo costuma ser o valor da arrematação. O tema está detalhado em ITBI na arrematação.

Registro e certidões

O registro da carta de arrematação (ou da escritura, em alguns leilões de banco) no cartório de imóveis tem emolumentos definidos pela tabela de cada estado. Somam-se certidões, eventuais averbações e cancelamentos de ônus.

Custos que dependem do imóvel

Débitos

IPTU, condomínio e taxas atrasadas podem ou não ficar com você, conforme o tipo de leilão e o edital. Em leilões de banco, é comum essas dívidas serem do comprador. A explicação completa está em dívidas de condomínio e IPTU em leilão.

Desocupação

Se o imóvel estiver ocupado, considere honorários advocatícios, custas, eventual ajuda de custo ao ocupante e meses de condomínio e IPTU pagos sem usar o imóvel.

Reforma

Imóveis de leilão costumam ser vendidos no estado em que se encontram, muitas vezes sem visita interna. Reserve verba para pintura, elétrica, hidráulica, pisos e o que mais aparecer.

Assessoria

Se você contratar uma assessoria para análise, participação e pós-arrematação, inclua os honorários. Eles variam conforme o escopo do serviço.

Exemplo ilustrativo de custo total

Os números abaixo são apenas um exemplo hipotético, para mostrar a lógica da conta. Cada imóvel, cidade e edital têm valores próprios.

Imagine um apartamento arrematado por R$ 300.000 em uma cidade com ITBI de 3%:

  • Lance: R$ 300.000.
  • Comissão do leiloeiro (5%): R$ 15.000.
  • ITBI (3% sobre o lance): R$ 9.000.
  • Registro, certidões e cancelamentos (estimativa): R$ 5.000.
  • Condomínio atrasado assumido pelo comprador: R$ 12.000.
  • Desocupação com acordo e honorários (estimativa): R$ 8.000.
  • Reforma básica (estimativa): R$ 25.000.

Custo total do exemplo: R$ 374.000. Ou seja, cerca de 25% acima do lance. Se esse apartamento valer R$ 420.000 no mercado, o desconto real não é de 29%, como parecia comparando só o lance, e sim de cerca de 11%. Nesse exemplo, ainda faltaria considerar honorários de assessoria, meses sem uso do imóvel e eventuais impostos na revenda.

O ponto não é o número final, e sim o método: cada item precisa ser estimado com base em informação real do imóvel.

Repare que a maior parte da diferença entre lance e custo total não vem da comissão nem do ITBI, que são previsíveis, e sim dos itens que dependem do imóvel: débitos, desocupação e reforma. São justamente esses que exigem levantamento prévio. Uma estimativa feita no escuro pode errar para mais ou para menos em dezenas de milhares de reais.

Custos que costumam ser esquecidos

  • Condomínio e IPTU durante os meses entre a arrematação e a posse.
  • Troca de fechaduras, ligação de água e luz, eventuais contas atrasadas de consumo.
  • Atualização de cadastro na prefeitura e no condomínio.
  • Imposto de Renda sobre ganho de capital, se você revender com lucro. Em regra, 15% sobre o ganho para pessoa física, com isenções específicas. Confira com um contador.
  • Custo do dinheiro parado durante todo o processo.
  • Seguro do imóvel e manutenção básica enquanto ele estiver vazio.

Uma boa prática é somar uma margem para imprevistos sobre o total estimado. Ela não é desperdício: serve para absorver o que só aparece depois da posse.

Como a GFM pode ajudar

A GFM levanta cada um desses custos com base no edital, na matrícula e nos débitos reais do imóvel e chega ao lance máximo que ainda faz sentido. Para fazer a sua própria simulação, use a calculadora de custo real.

Perguntas frequentes

Quanto custa arrematar um imóvel além do lance?

Depende do caso. Só a comissão do leiloeiro (em geral 5%) e o ITBI (3% em Salvador, por exemplo) já somam cerca de 8% do lance, e ainda há registro, débitos, desocupação e reforma.

A comissão do leiloeiro está incluída no lance?

Em regra, não. Ela é paga à parte pelo arrematante, sobre o valor do lance, conforme o edital.

Posso financiar os custos extras?

Normalmente não. Comissão, ITBI, registro e débitos costumam ser pagos com recursos próprios, mesmo quando o imóvel aceita financiamento.

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